O barulho do sol, ao se pôr no Pacífico....



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Uma cidade da cultura dentro da cultura da cidade

Sim, eu sei.... Deixei de lado San Diego, Grand Canyon e Phoenix. Quando seremos donos do nosso próprio tempo?

Deixando as filosofias para os bares de Palermo, gostaria de convidar a todos para conhecer o Konex. Aquilo que o espaço cultural Renato Russo (ou a nossa querida 508) desejava ser.



Conhecido como Cuidad Cultural Konex, tem logo de cara um palco de shows fixo. Está montado para apresentações ao ar livre na praça central do complexo para os lindos dias de verão porteño. E nos dias ruins? Um grande espaço coberto, que recebe montagens diversas de festas e shows ao abrigo da chuva.

Fui lá ontem, em show de uma banda daqui fazendo temporada de verão, tocando TODOS os domingos... e estava lotado! 800 pessoas... já pensou?

Tem uma lojinha estilizada e moderna, com produtos das atrações que passam por lá, bem como objetos de design de artistas locais.



Tem espaço para exposições, projeções de filme, e lá em cima, um palco para musicais e teatro.

Uma programação bacana, com preços acessíveis e um clima bom para todas as idades e todos os amores.

Vamos criar um em Brasília?



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Best veggie sandwich ever!

Quick post! 


If you happen to be in Chicago, check out the Grilled Portoballa Mushroom Sandwich, on a tomato faccacia bun, with grilled bell peppers, scallions and cheese.


Delicious! Oh, and just by chance, there happens to be really great jazz there to....


http://www.andysjazzclub.com/


Thank you Andy's!



Pancakes e Jazz...

Será que a foto ao lado diz alguma coisa sobre porque todo mundo engorda quando vem para os Estados Unidos? Steak and eggs, blueberry pancakes, waffles e muito mais.  


Esqueça Starbucks e todas as redes.... Aqui você come bem, com qualidade e preco. Não deixe de pedir os cogumelos com queijo de appetizer! Delícia.


Fica em Downtown Chicago - Directions to West Egg Café



Depois você vai ao Science and Technology Museu, ou faz o passeio arquitetônico entre Frank Lloyd Wright e Mies Van der Rohe ou, se vc for da turma que curte um frio, se dá o luxo de patinar no gelo...


Enfim, tem muita coisa para fazer... mas se você gosta de uma culinária vegetariana, passe no Andy's Jazz Club.


Ok, que me perdoem os fans de jazz... afinal, lá é um lugar tradicional. Mas se você se depara com o melhor sanduíche de cogumelo portobello já feito, até a música some no fundo.


É bom desse tanto.


Detalhe e programação, cliquei AQUI

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Morbid Curiosity - You're just dying to go!


The human skull and skeleton has been iconic ever since mankind mastered representation.
Richard Harris, which I was lucky to meet today, has managed to collect over 12 years a large variety of art works on the theme.

A must go for artist, obviously, but specially graphic and art directors. In other words, it is a great place to be inspired in different aesthetics regarding the inevitable….

Memento Mori – Remember you must die…

Morbid? Yes… delightfully!



Info on the exhibition - CLICK HERE

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

De repente, pequena miss sunshine...

Nada me faz sentir mais nos Estados Unidos do que aquele copo de papel cheio de café na mão. Primeira parada obrigatória. E nem me venham criticar os puristas, nada melhor do que 600ml de mocha!

Eu sei, a gente se falou na semana passada e eu nem contei que iria viajar. Mas eu juro que não sabia. Talvez seja assim que as melhores coisas da vida acontecem, por sorte!

Ok, ok... talvez nem seja uma questão de sorte, afinal, foi uma semana louca para chegar até aqui. Acredito que a frase certa seria – as melhores coisas da vida acontecem assim, sem pensar muito.

E quando menos vi, embarquei nessa louca viagem família que será entre neve e deserto, cafés e museus, feiras de automóveis e praia, Chicago, San Diego, Phoenix...

Penso ainda menos agora, que está 3 graus Celsius ABAIXO de zero, a lua cheia ilumina o contorno dos prédios da Cidade dos Ventos pela janela do hotel e amanhã promete....

Promete o que?

Um dia cheio de possibilidades e incertezas. E tem nada mais gostoso do que deixar-se descobrir o novo.

Beijos de amor, para todo mundo. Ou melhor, todo o mundo.




Air-road-crazy family trip or how I became little miss sunshine in a week!

So maybe that’s how the most important things in life happen. By chance. Ok, maybe not exactly by chance, but most certainly, without thinking very much.

And that’s how I ended up here, with less than a week notice, across the equator and drinking mocha, waiting for my connecting flight to take me to -8°C. And yes, I am happy about freezing! When you just spent 15 years of your life going around places that never have winter, you would understand ones desire to take their overcoat out of the closet.

So now I am starting an air-road-crazy-family trip. Chicago, San Diego, Phoenix. Almost a Little Miss Sunshine quest! After that, bye-bye mommy and on my own to Buenos Aires, Argentina.

So expect updates with restaurants, museums, blues, beaches, outbursts, international automobile show! Poetry, plays and much more….

Sending my love all the way across the globe... 


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Um filme para arquitetos, urbanistas, solitários, amantes de cachorros, apaixonados....

Medianeras: Filme que você não pode perder!

Artigo original no http://imovision.blogspot.com/

"Medianeras estreou há quatro semanas e muitas pessoas encantadas o indicam como um dos filmes que não se pode perder esse ano.

Medianeras , filme que aborda o paradoxo da vida online, conectada a tudo o tempo todo, que ao mesmo tempo nos afasta dos relacionamentos na vida "real", é também sucesso de crítica 2011, e muito se deve aos atores que ajudam a constituir tão bem a apatia que parece tomar conta de toda essa geração que tudo faz via internet.
Javier Drolas interpreta Martin, que começa o filme fazendo uma incrível reflexão sobre a arquitetura de Buenos Aires, que serve para qualquer grande metrópole: Fala sobre os cubículos em que vivemos nas cidades, na falta de padrão arquitetônico, onde uma igreja barroca fica ao lado de uma construção futurista, e os prédios ficam cada vez mais altos e com mais apartamentos que mais parecem caixas de sapato.
Além das irônicas situações que Gustavo Taretto coloca Martin (Javier Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala), Medianeras usa e abusa de referências nerds e pops como "Star Wars", "Astroboy", e principalmente "Onde Está Wally?" livro que serve como inspiração para o pôster de Medianeras e como terapia para Mariana que a certa altura se questiona: Se até no livro, mesmo sabendo quem está procurando, nunca consegue encontrar o "Wally" na cidade, imagina encontrar alguém na cidade de verdade, sem nem saber quem está procurando.
Tudo isso junto a uma trilha sonora incrível. As músicas do filme Medianeras vão da esperançosa "True Love Will Find You In The End", de Daniel Jonhston até "Ain't no Mountain High Enough" de Marvin Gaye.

Por esses e outros motivos Medianeras é um dos filmes que não se pode perder nos cinemas. Sucesso de crítica 2011, e estrelado pelo ótimo Javier Drolas, Gustavo Taretto conseguiu incorporar referências, angústias, e comportamentos derivados da modernização de nossas vidas e consequentemente relações e transformou em um filme com um humor inteligente, tragicômico, que provavelmente em algum aspecto se encaixa com o estilo de vida de cada um dos que o assiste."
 

Restless ou Inquietos

Este ensaio é um spoiler. Falo de coisas que entendi com cinco minutos de filme e que ele revela explicitamente três minutos depois. Mas se oito minutos de surpresa são essenciais para você, não vá adiante. Alias, acho que não tem uma sinopse ou trailer que não o diga. A não ser q você é daqueles como eu, que entra na sessão ao acaso... mas se fosse, não estaria aqui, agora.... Enfim!

Existem vários filmes que falam de amor e perda em situação de doenças terminais – doce novembro, outono em nova York, minha vida sem mim... Mas esse tem outra coisa, uma leveza, uma ingenuidade, talvez, que o faça mais profundo, nas pequenas coisas.

Trata-se de dois processos de lutos diferentes. Uma perda inesperada, sem tempo para despedir-se e outra perda iminente, na qual toda a relação é uma despedida. E a dificuldade de conciliar-se com ambas.

Fiquei me perguntando quem é essa menina, o filme todo... é a Alice, claro! Ela faz um trabalho super delicado, uma naturalista darwiniana que encontra conforto na consciência da infinitude e continuidade da existência... existência de que não se sabe exatamente, e não importa.

Ele, Henry Hopper, é novo para nós na telona. Mas faz um par perfeito com a Mia. A ele cabe viver com todos esses lutos. Este viver que às vezes parece mais castigo do que benção.  Cria amigos fantasmas e surtos de agressividade, longes da sua usual quietude.

Ah! Será que vale lembrar que o film é do Gus Van Sant, o mesmo diretor de Milk e Good Will Hunting?

Portanto, quem gosta da beleza nas pequenas coisas, assista. Não há clímax apoteótico nem discursos melodramáticos. Talvez, um inaudível canto de pássaros.




sexta-feira, 29 de julho de 2011

Onde está a comunidade?

Olha... vou dizer. Fui em duas noitadas black em Sampa e nada. Onde está a comunidade?

Uma na segunda, outra na quinta. DJs de prima, galera dos Racionais e etc. E nem venha dizer que fui em lugares que fora do alcance da galera do hip hop. Muito pelo contrário, a galerinha da grana tava bombando black em lugares como Glória e Rose Bom Bom.

E o Festival Black na Cena com ingressos entre 140 a 300 reais lotou. Até demais. Então a questão não é a grana....

Seria erro de produção, de divulgação?

Quem esteve lá ontem viu um monte de mano em correntes e bonés mal mexerem as mãos enquanto umas branquelas no canto se acabavam de dançar.

Sei não... mas esse mundo tá muito louco.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Novo lugar para estar - Sao Paulo em pouso

Pronto. Mais uma estadia na Paulicéia Desvairada. Gosto muito de chamá-la assim. nem tanto em homenagem ao Mario, mas ao dia a dia da capital paulista. E sim, Mario também o fazia por isso.

Estou muito contente na minha nova morada. Na Rua dos Franceses, conversando com um Romeno, um Coreano do Sul me toca João Gilberto. Me conforta estar em uma rua ladeada de árvores e sabê-la nas costas da Avenida Paulista.


Aqui tem sempre alguém com o violão na mão. E a gente gosta muito disso, não é Lu? Parece um hostel, com mais de conforto. Tem café da manha ;o)


Hoje foi um dia prova da desvaria paulistana. Sentei para tomar um café na padaria, virou uma reunião de trabalho. Uma ida na Livraria Cultura tornou um show de Jazz regado a histórias e piadas com o Tito Martino Jazz Band. qu poe sinal, vão tocar sábado no JazznosFundos!


Ah sim! ainda um passeio pela Fiesp, no Festival de Linguagem Eletrônica. Um passeio recomendado para crianças de todas as idades. Vá com tempo e assista os curtas na vitrine. São muitos!






Como diria o Mário, que Arte não seja porém limpar versos de exageros coloridos!


Boa noite, cidade adormecida!


terça-feira, 22 de março de 2011

Despedida de Solteira - Bachelorette Bash!!!

Se você já deu, já foi, já teve uma despedida de solteiro, poste aqui suas sugestões, comentários ou casos homéricos!

Minha prima vai casar e no Dia D, a terra vai tremer!

If you ever threw, been to, was victim of a bachelor party, leave your suggestions, comments or crazy stories here!

My cousin is getting married and I want to bring down the house!!!


domingo, 20 de março de 2011

Escorrer mel adentro

Beijo suave
mel escorre
boca noite
adentro
Da suave boca
noite mel
escorre beijo
adentro
Na boca
da noite
o beijo adentro
escorre mel...
Suave


sábado, 19 de março de 2011

Anonymous love

An interesting anonymous review of Radioheads song. Been singing it for days, so the post seems more than appropriate. Plus, it continues a discussion that started in portuguese with the post "Para os homens que querem mulheres" (For men that wish to have women). Enjoy.



"I believe this song has one underlying theme that is illustrated from a slightly different angle in each verse. The theme is the misguided human desire for "perfection" which is like trying to find or define the infinite. Perfection doesn't exist, it would mean the end of the line for growth, hence death, and death is a state of non-existence. Also, perfection for one is nothing near perfection for another so we are then striving for something completely subjective. We must find the beauty in what already is and stop trying to control things to appease our egotistic desires.

The first verse is trying to show how we look to manufactured non-living waste products, like fake plastic house plants, to try to emulate beauty. In the process we end up creating a mountain of waste which will eventually be our undoing, hence the "rubber plans to get rid of itself". I do find it quite amusing that he says "fake Chinese rubber plant" because China is the mecca for disposable non-biodegradable plastic and electronic products. I would be willing to wager that the junk "disposable" electronics and other consumer goods being produced in China will soon claim a vast majority of the land fill volume of the world...

The second verse is in reference to the male perception of beauty and it's fake superficial shallowness. As a man, I can sympathize with this. While I realize the need and value for depth and intelligence in a woman, I'm still easily trapped by external beauty which is obviously fleeting. This man (the male aspect of society perhaps) was so obsessed with the outward physical appearance that he devoted his life's work to trying to preserve it with techniques that actually incorporated non-living plastic elements into the human body. He is crumbling and burning because he is facing the defeat of the impossibility to preserve what he believes to be beauty. He will lose his battle until he changes his perceptions. This is wearing him out. It wears all of us out....

The final verse is talking about the singers own battle with what part of him perceives to be beauty and what another part of him knows is not beauty. When he says "I can't help the feeling, I could blow through the ceiling, if I just turn and run" to me says that he knows he is with a woman who is only beautiful skin deep, and he feels that he could either evolve or at least find a more substantial woman if he could turn and run away from this woman who lacks true depth. Wearing him out as well makes one wonder if the singer believes that this is the struggle of society on numerous levels and is our main struggle today. I am inclined to agree with him. All one needs to do is ask is who are the most intelligent and ground breaking thinkers of our current times? We only know those who have created gadgets and went on to run large corporations who create garbage (I'm looking at you Apple) Now ask who are the most popular models and actors of our day, I'm sure we can name more than a few. This is pretty depressing."


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sexta-feira, 18 de março de 2011

Instantes, ou Ele, Ela e Fim, ou Nada

Aconteceu e nada aconteceu.
15 anos em 15 minutos.
Tudo conversado e dessa vez, alguma coisa resolvida.
Para ela, ao menos.
E justo quando se achava que o mundo ia desmoronar ou então resplandecer, nada além dos murmúrios das mesas ao lado se fez ouvir.
E como ela sempre costumava dizer, as coisas foram lentamente assumindo o seu mesmo lugar de sempre.
Mas que lugar era esse, nem ela conseguia dizer.
Procurou pela resposta no olhar do outro lado da mesa, atrás da fumaça que lhe subia do prato, mas nada encontrou.
Quiçá ele nem percebeu que algo de fato acontecera.
E talvez, justamente por isso, nada aconteceu.




quinta-feira, 17 de março de 2011

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A linha do horizonte suspira
o vento que precede a chuva
O contorno dos montes
suave, ondula

A infinitude da minha alma
se sente pequena ao seu pé
Mas aos poucos, se acalma
e volta para dentro de mim

Onde ela pode ser grande novamente.




Chronicle of a death foretold

I cannot pretend I don’t care. Even less to myself. Why keep trying? Its not about the contradictions in my head. But a stone sensation on my chest that almost prevents it from beating. Call it trivialities. Call it a relationship just like any other. Say that we are not responsible. Say what you will.
But I do care
.
Bliss will be the day I free myself from my social, cultural and whatever other bonds... And pour out everything agitates in here. Let my poor heart free at least once before, out of slavery, it silences.

Crônicas de uma morte anunciada

Eu não consigo fingir que não me importo. Menos ainda para mim mesma. Por que tento? Não se trata de um pensamento que não sai da cabeça. Mas de um peso no peito que quase impede de bater. Diga que são trivialidades. Diga que é uma relação como todas as outras. Diga que não temos responsabilidades. Diga o que quiseres.

Mas eu me importo.

Feliz será o dia em que eu libertar-me das minhas amarras sociais, culturais, todas ais e puder dizer e fazer tudo que se remoi aqui dentro. Deixar o pobre coração livre ao menos uma vez, antes que ele, de escravidão, desista de ser.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Since there's nonsense

I should be writing a sci-fi radioplay right now.
No, actually I should be writing a collection letter.
My eyes tell me I shouldn't be writing anything.


You who are reading this probably agree.


Alright. I give in.



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terça-feira, 15 de março de 2011

Carta aberta ao Di, ou Dé, ou Eli ou Luana. Ou como transformar alguma coisa em outra.

Vivemos no mundo do sms, do msn, do txt, do itudo. Da instantaneidade da transmissão do pensamento. E esse pensamento tem limite de caracteres. Tropeçamos por letras e caras feitas de símbolos gráficos. Não se vê fluidez nessa modernidade, ainda que eu saiba que o líquido do Baumann encontra incontáveis pedras pelo caminho. E tudo que deixamos de dizer com as palavras se perde em algum lugar do tempo espaço e some na vacuidade da vida breve a qual estamos condenados. Frase sem pausas. Como amo Saramago.... Volta meu caro amigo, que a coisa aqui tá preta.

Em protesto a essa supervalorização de um suposto senso comum em decorrência da necessidade do sucinto, da obviedade quase clarevidente da mensagem, dos jingles de publicidade e das músicas pops que ouvimos nas rádios, as mesmas piadas repetidas nos filmes com o mesmo final tragicômico romântico ou aventura 3D... (Os exemplos fizeram-se tantos que pude abrir parêntesis. Ah, que saudade dos parêntesis, dos hífens e travessões. E o dois pontos, por onde andará?) escrevi estas Variações Enigmáticas. Elgar, não se preocupe, se eles não sabem, poderão sempre utilizar-se do todo onisciente Google.

Decidi-me pelas variações pelo simples gozo de mostrar que existem muitas outras palavras que não aquelas já tão rimadas. Ou seja, parti de um material que poderia estar em qualquer música ou outdoor. Já digo de antemão que não tenho culpa se não gostarem. Afinal, alguma fidelidade ao tema é pré-requisito da variação.

Vamos a elas.

Variação I (ou a Erudita)

Cada dia
mais um dia
Silencioso
assisto a você
partir
os meus pedaços
Já estilhaçados
pelo chão
Dor de quebrar-se
colada
Pela delícia
de suas mãos.

A eteridade
do presente
No calor vazio
de teus lábios
Abraçamos
essa vertigem
de cortar
E saber-se parte.
Juntar os cacos
E fazer um jarro
Da infinitude
Da matéria.


Variação II (ou Nem ao céu, nem ao mar)

Cai mais uma vez
A cortina rasgada
Há um eterno bis
Na sua boca cortada
Me fez tão mal...
Mas quero outra vez.
Me fez tão mal....
Por que quero outra vez?

E as paredes se derretem
por um frio calor vão
Os teus beijos me remetem
A uma estranha solidão.
Ainda que houvesse tinta para dar outra cor
Preferimos a segurança cinza desse estupor
Me fez tão mal...
E quero outra vez.
Me fez tal mal...
Para acabar de vez.

Variação III (ou Essa é pra tocar na rádio)

Minha vida está acabada
Mais uma página rasgada
Nada de mim sobrou
Depois que você chegou
Me fez de gato e sapato
Mas pelo teu amor
Pago qualquer pato.

Nosso quarto está fervendo
E nessa cama vou morrendo
Nos teus estranhos beijos
Encontro nenhum remeleixo
A porta já vai se abriiiir, meu amor
E vamos ter que partiiiiiiiiiirrr
Você me fez de gato e sapato
Mas pelo teu prazer
Pago qualquer pato.


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segunda-feira, 14 de março de 2011

Luis Alberto Warat

Lu
Las mañanacitas de Buenos Aires tienen ese qué sé yo, ¿viste? Salí de la casa, primeiro Anchorena, después por Arenales. Lo de siempre: en la calle y en mi, sin vos. . . Cuando, de repente, de atrás del museo Borges, me aparezco yo. Mezcla rara de penúltimo linyera y de primer polizonte en el viaje a Venus: medio melón en la cabeza, las rayas del vestido colgadas en la piel, dos medias suelas clavadas en los pies pisados, y una banderita de taxi libre levantada en cada mano. Imagino que te reís... Pero sólo yo te veo: porque los maniquíes me guiñan; los semáforos me dan tres luces celestes, y las naranjas del frutero de la esquina me tiran azahares. ¡Vení!, que así, medio bailando y medio volando, en la calle entre un arbol y el sol.... Así, despacito, la canción me llega de algun lado de la Recoleta, o de mi, que no reconosco....

Ya sé que estoy piantao, piantao, piantao...
No ves que va la luna rodando por Callao;
que un corso de astronautas y niños, con un vals,
me baila alrededor... ¡Bailá! ¡Vení! ¡Volá!

Ya sé que estoy piantao, piantao, piantao...
Yo miro a Buenos Aires del nido de un gorrión;
y a vos te vi tan triste... ¡Vení! ¡Volá! ¡Sentí!...
el loco berretín que tengo para vos:

¡Loco! ¡Loco! ¡Loco!
Cuando anochezca en tu porteña soledad,
por la ribera de tu sábana vendré
con un poema y un trombón
a desvelarte el corazón.

¡Loco! ¡Loco! ¡Loco!
Como un acróbata demente saltaré,
sobre el abismo de tu escote hasta sentir
que enloquecí tu corazón de libertad...
¡Ya vas a ver!

Salgamos a volar, querido mío; Subite a mi ilusión super-surrealista, y vamos a correr por las cornisas ¡con una golondrina en el motor! De Vieytes nos aplauden: "¡Viva! ¡Viva!", los locos que inventaron el Amor; y un ángel y un soldado y una niña nos dan un valsecito bailador. Nos sale a saludar la gente linda...Y loca, pero tuya, ¡qué sé yo! Provoco campanarios con la risa, y al fin, en busca de alguna parte de ti, canto a media voz:

Quereme así, piantao, piantao, piantao...
Trepate a esta ternura de locos que hay en mí,
ponete esta peluca de alondras, ¡y volá!
¡Volá conmigo ya! ¡Vení, volá, vení!

Quereme así, piantao, piantao, piantao...
Abrite los amores que vamos a intentar
la mágica locura total de revivir...
¡Vení, volá, vení!

Loco él y loca yo...