O barulho do sol, ao se pôr no Pacífico....



quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Time keeps moving on...

The world is sent to drain
Hold you up to the chains
Dont expect any anwsers dear
You'll never find out why
Not fit to be
The best you can do
Is just take a walk
On the wild side
Alone and listless
But remember there is
a lot of bad and beware

You wont see what might have been.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Viu mãe, viu pai?!

Realmente, existem pessoas boas no mundo. Eu nunca neguei isso e nunca vou negar. Viu mãe, viu pai?! (Tive uma discussao esses dias sobre a superexposicao da vida privada pela internet. Eu admito, ela acontece. Mas por outro lado, acredito que privado é aquilo que cada um escolhe guardar. E se mostramos na net, é porque há um sentido além nessa exposiçao. Nada diferente com Homero e suas Iliadas. Cada um, com a mídia de seu tempo. Não, eu no me acho homero. É uma sintetização.)

Hoje caiu uma chuva tropical digna de Amazonas. Mas nos sub-tropicos. Quem leu a peça do vibrador (premiada na Broadway em 2007), sabe que sair na chuva sem guarda-chua é terrivelmente romântico. E eu sou uma dessas peossoas, que no verão torrencial da terra da garoa, sai de casa sem guarda chuva.

Pois bem, uma Paranaense, dessas de tirar o fôlego mas que nunca vi antes na vida, saiu da sua casa, com seu guarda-chuva e  me levou até o ponto de taxi, sendo molhada no seu micro short pelos carros na rua. Eu também, obviamente, mas essa parte toda não interessa.

O que faz uma pessoa sair do conforto de seu sofá para levar uma desconhecida pela selva de esgotos entupidos da Paulicéia? Só pode ser bondade e um enorme coração.

Eu acredito nela. Só acho triste que ela se encontre em tão pouca escala no líquido mundo atual, no qual as relaçoes escoam cada vez mais rápido e cada vez mais baseada na direçao de suas próprias torrentes.

Mas são pessoas como a Ângela, que acredito serem breves anjos enviados, que nos fazem lembrar que há ainda aquilo pelo qual vale lutar.

E vamos à ela.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

The myth of Captalism

Im going to make it quick, because my battery is going to die, plus im sitting at a talbe with a couple of brits, aussies and I dont know what more. And it is not very polite to keep writing.

Anyways, in todays money driven society we are brought to believe that if you can afford it, you can buy it. And that it theere is a world of products just sitting there, waiting for you.

However, you cannot buy what you want. If you have a very good idea of how you want your product to look like, color, size, materialwaise, you are probably going to be very frustrated. There is only a limited offer in the market, mostly dictated by some kind of momentary trend, that publicity does a very good job conviencing you that those are the ones you need.

More than one time to many have I set out determined to buy and came back empty handed. If you have enough personality to want to choose on your own, captalism is not there for you.

If it is not there for those who wish to consciously spend, so the ultimate question is, who is it there for?

Definitely not for the over exploited workes in Asia, that are responsible for a enormous amount of contemporary goods. Definitely not for the war stricken communities in Africa. And even less for the peolpe in Haiti.

I'll leave the question out there, in search for an anwser.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Menina Menina

Ela era uma menina engraçada. Não tinha teto, não tinha nada. 
Dizia que a sua casa era onde estivesse e tinha uma inseparável sacola azul com enormes alças amarelas. Estava quase sempre com a mesma roupa, o mesmo sapato, despeito da sacola cheia. 
Lia livros de sebo que trocava depois de lido. Andava sempre com um livro só, mas fazia muitas referências. Não tinha computador, nem email, nem celular. 
Se sua casa era onde estivesse, a sua família era quem por ventura se encontrasse ao seu lado.
E amava a todos como se família fossem.
Ela já estava ali há um tempo, o que aumentava o nosso medo de perdê-la.
De vez em quando, a menina olhava para as estrelas e estreitava seus enormes olhos castanhos como se calculasse. Nesses momentos, uma curiosa brisa do norte passava breve levantando as folhas do chão.
Seu cabelo nunca bagunçava, a despeito do travesseiro, da chuva e vento. Era negro e espesso e tinha cheiro de tangerina com cravo.

Certo dia, voltava do mercado com uma lata de sardinha, duas maças e um mate. Fazia um sol cinza e calado.
No cruzamento, um ônibus e um velho monza tinto se encontraram. Ninguém morreu, mas uma grávida escoando sangue foi levada às pressas para o hospital, junto com uma velha senhora de sorisso oco que quebrara a bacia. Esta, não tinha família mesmo.
A menina chorou dois dias e três noites. Falava muito enquanto chorava, mas nada que pudéssemos entender. Não por causa do choro, mas pela nossa limitada compreensão do que são as palavras.
Nesses dias, usou uma capa preta que nunca tínhamos visto antes. E a sacola continuava cheia.
Pensávamos que ela ia embora. A vizinha assou torta de maça, para lhe fazer uma agrado. Dizíamos que a vida era assim mesmo. Ela soluçava, balançava a cabeça e chorava mais.
Ao final das águas, sumiu a capa preta e os olhos voltaram a ser grandes. Mas ficou muda mais dois dias e uma noite.
Por fim, disse - Será que o Mundo pode ouvir o som desesperado dos que se calam? E não se ouviu resposta, nem nossa, nem dela.
No dia seguinte, a menina engraçada já estava em outra casa, sem teto, sem nada.
Deixou na porta um desenho em carvão das estrelas.
Nunca mais voltou.

Até hoje, quando uma silente brisa do norte levanta as folhas, me vem uma saudade azul de alguma coisa que não sei bem o que é.
E tomo chá, de tangerina com cravo.




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domingo, 2 de janeiro de 2011

Weekly Statistics

Yesterday, the entire Nation watched closely as the presidential banner was placed across a dress for the first time. Dilma Rousseff is the first woman in Brazilian history to be sworn into office.

Not only do we expect the economical growth and social development to continue, but there is also a general expectation that some controversal political matters shall be finally confronted, such as the political and tax reform, homossexual marriage and abortion.

Only time will tell. 

For my part, I am already very happy with the fact that a traditionally patriacal, very religious and morally conservative country has taken steps into a more equal society. The symbolical has more power than we imagine.

May the next 4 years be good ones.


On a personal note, I have been packing once a week, every week, since November. And today is another one of those days.

Brasilia - NY (East Village - Brooklyn - Little Italy) - Brasília - Belo Horizonte - Uberlândia - Alphaville, SP - São Paulo, SP.

I'm looking foward to finding my six-months-stay home. Hopefully, it will be my last stufffed up bags in a while.

Wish me luck, I hate packing.

Dani 

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Gadgets

Estou fazendo de tudo para adicionar um gadget para fazer uma contagem regressiva e o blogspot não deixa.
Arrgggghh.

E não, isso não conta como post.

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I'm doing everything to add a personalized countdown gadget but blogspot wont let me. Heeeeeeeeeelp!

And no, this doesnt count as a post.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Novo ano, novo Governo, novos paradigmas.

Eu mantive o título, apenas como lembrança da eteredade das coisas. Eteredade mesmo, do adjetivo etéreo. 

Uma rodada de cartas, dois debates acalorados, um jantar e meio filme depois, o prelúdio do texto que estava aqui antes deixou de fazer sentido. Apaguei tudo.

A intenção original era um olhar sobre a posse da primeira Mulher Presidente do Brasil (Tudo com letra maiúscula). 

Depois, pensei em escrever que, colocando as coisas em perspectiva histórica - não só do país, mas da humanidade - muitas vezes as análises atuais e especulações sobre o futuro se mostram falsas e calcadas tão somente na expectativa de cada um de dever ser. Que um fato pontual dificilmente leva à transformações efetivas, a não ser que tenha a capacidade de desencadear uma série de ações que confluam para o aprofundamento da mudança (pense no Obama). Ou seja, ainda que haja ondas, pode ser que o fundo do mar continue igual por muito tempo.

Fiquei com medo das palavras serem interpretadas como um desmerecimento do acontecimento de hoje. Desisti de novo do texto.

Veio-me então a vontade de versos quebrados que, sem terem a pretensão do debate, pudessem traduzir a confusão localizada em algum lugar entre a cabeça e o coração. Confusão entre o que se pensa e o que se faz. Mas hoje não logrei bons diálogos com o lírico.

Deixei essa ideia permanecer uma ideia.

Com uma quase obrigação temática, milhares de frases, discursos e divagações nasceram e morreram antes mesmo de alcançar a ponta dos dedos, o sopro dos lábios.


Enfim, percebi que mesmo quando você desiste de dizer, está-se dizendo algo.

O significado da ausência.






Inté amanhã.

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